TL;DR: Funcionários da Ubisoft na França e Itália realizaram greve de três dias contra demissões em massa e políticas trabalhistas. A empresa enfrenta turbulências com cancelamentos de jogos e reestruturação organizacional.
O Despertar da Resistência
No final do mês passado, desenvolvedores e funcionários da Ubisoft na França ameaçaram greve em resposta a demissões em massa e medidas de corte de custos. Esta semana, eles transformaram palavras em ação. De acordo com o GamesIndustry.biz, pelo menos 1.200 profissionais participaram da greve de três dias, que ocorreu entre 10 e 12 de fevereiro.
Embora o epicentro da ação tenha sido a França, o escritório da Ubisoft em Milão também aderiu à paralisação. O sindicato Solidaires Informatique, que representa trabalhadores de empresas como Blizzard e Ubisoft, havia convocado inicialmente para greves em 27 de janeiro, com demandas claras:
Aumento salarial de 10% para todos os funcionários
Implementação de semana de trabalho de 4 dias
Cenário de Conflito
Durante a greve, alguns funcionários mantiveram cartazes protestando na sede parisiense da Ubisoft, com um deles usando uma máscara de Rabbids para proteger sua identidade. As queixas são multifacetadas:
Demissões em massa de centenas de funcionários já em 2026
Exigência de retorno ao trabalho presencial de 5 dias por semana
Caso concreto de um funcionário demitido após criticar publicamente a nova política
Tempestade no Software
A Ubisoft também enfrentou uma tempestade no lado do desenvolvimento de software. Entre as consequências da reestruturação organizacional:
Cancelamento de seis jogos, incluindo o aguardado remake de Prince of Persia: The Sands of Time
Fechamento de múltiplos estúdios
Reorganização interna que gerou incertezas
Resposta da Empresa
Em uma atualização de 12 de fevereiro, a Ubisoft emitiu um comunicado:
"Entendemos que essas mudanças, particularmente as que afetam a organização do trabalho, estão gerando fortes sentimentos", declarou a empresa. "Desde o anúncio, realizamos discussões e sessões informativas em vários níveis para ajudar as equipes a compreender a nova organização e compartilhar suas preocupações."
A Ubisoft afirmou que "continua comprometida em manter um diálogo aberto e construtivo com os funcionários e seus representantes".
Takeaway: Esta greve na Ubisoft serve como um lembrete poderoso de que, mesmo em empresas de tecnologia, as condições de trabalho são uma batalha constante. Como desenvolvedores, devemos acompanhar de perto esses movimentos que podem definir o futuro do trabalho remoto e das políticas corporativas em toda a indústria. A resistência contra o retorno ao escritório obrigatório e pela valorização dos profissionais pode inspirar mudanças positivas além dos jogos.
